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Arquivo : Marco Polo Del Nero

Diretor da CBF obstrui convocação da Globo para CPI da Máfia do Futebol*
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Daniel Brito

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Cândido é deputado pelo PT-SP, diretor da CBF e sócio de Marco Polo (Alan Marques/Folhapress)

Vicente Cândido acumula o cargo de deputado federal pelo PT de São Paulo e diretor de “assuntos internacionais” da CBF. Nessa terça-feira, 17, ele teve atuação pequena, porém decisiva, na CPI da Máfia do Futebol, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

No último minuto da sessão, o parlamentar pediu a verificação dos votos que aprovaram o convite a representante da Rede Globo para comparecer à CPI para esclarecer “aspectos relacionados a contratos de marketing, direitos de mídia, patrocínios e eventos envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF)”.

O requerimento é de autoria de Fernando Monteiro (PP-PE), relator da comissão, e foi o último a ser apreciado nessa terça-feira, 17. Havia mais de duas horas que a sessão estava em curso. Mais cedo, Neymar da Silva Santos, pai do atacante Neymar do Barcelona, falara aos deputados. 

Cândido nem sequer é membro desta comissão parlamentar de inquérito, mas permaneceu o tempo inteiro no plenário, sempre calado. Até a aprovação do convite à Globo, que ocorreu de forma simbólica, dado que ja era o fim da sessão. Outros requerimentos haviam sido outorgados da mesma maneira naquela tarde sem necessidade de verificação de votos.

Porém, Cândido utilizou do artifício, uma tática conhecida de obstrução para evitar a aprovação pelo método simbólico. Posição contrária à de seu colega de partido, Sibá Machado (PT-AC), e de Silvio Torres (PSDB-SP). “Essa verificação vai derrubar a sessão”, alertou Torres.
Eram preciso 15 deputados em plenário para a aprovação, o que não ocorreu. Assim, o convite à Globo foi derrubado da pauta.

Vicente Cândido já nem estava em plenário quando o requerimento foi derrubado. Ele é sócio de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, no escritório de advocacia em São Paulo que leva o nome dos dois: “Marco Polo Del Nero e Vicente Cândido Advogados”. Em sua campanha para deputado federal em 2014, Cândido declarou ter recebido uma doação de R$ 100 mil do escritório. Ele foi vice-presidente da Federação Paulista de Futebol enquanto Del Nero esteve à frente da entidade.

Não é a primeira vez que a verificação de votos é evocada na CPI da Máfia do Futebol em assuntos que tocam a TV Globo e a CBF. Na reunião de 14 de abril, o deputado Arnaldo Faria de Sá, ex-presidente da Lusa, utilizou desse instrumento para barrar o encaminhamento da cópia de todos os contratos de direitos de transmissão firmados entre a Rede Globo  e a CBF. Foram necessárias duas semanas até que o requerimento voltasse à pauta e fosse aprovado em plenário.

O convite à Globo pode ser incluído na pauta das próximas sessões.

*Atualizado às 17h15: a assessoria de imprensa de Vicente Cândido enviou mensagem ao blog informando que a sociedade entre o parlamentar e o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, foi desfeita em dezembro de 2015. Portanto, os dois não mais possuem sociedade em escritório de advocacia, de acordo com a assessoria de Cândido.


Renan determina que CPI vote novamente convocação de Del Nero e Teixeira
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Daniel Brito

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) determinou que a CPI do Futebol coloque novamente em votação a convocação do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, o filho do cartola, o ex-presidente da confederação, Ricardo Teixeira, e o vice para a Região Nordeste, Gustavo Feijó.

Em uma manobra atípica, Renan atendeu ao pedido da Bancada da CBF na CPI, que determinou a suspensão da intimiação dos cartolas por “falta de quórum” na sessão em que esses requerimentos foram colocados em votação, na quarta-feira, 6. O presidente do Senado verificou as assinaturas do parlamentares que marcaram presença na CPI e ainda atestou que havia quórum. Ainda assim, suspendeu a convocatória e, nesta terça-feira, 12, exigiu que a CPI vote novamente a pauta.

A Bancada da CBF trabalha com afinco para evitar que Gustavo Feijó vá à Comissão Parlamentar de Inquérito para dar explicações sobre a suspeita de caixa dois O Blog do Juca no UOL Esporte noticiou que houve reunião no gabinete do senador Fernando Collor (PTC-AL) para derrubar a convocação de Feijó e o restante da pauta.


Bancada da CBF “some” e CPI aprova convocação de Teixeira e Del Nero
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Daniel Brito

Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero e o filho terão de prestar depoimento à CPI do Futebol no Senado. A sessão desta quarta-feira, 6, aprovou requerimentos para que os cartolas compareçam a Brasília para prestar esclarecimentos “na condição de testemunha” sobre movimentações financeiras suspeitas.

A Bancada da CBF na comissão não compareceu e, com isso, a confederação sofreu esta derrota no Senado nesta quarta-feira. Assinaram presença os senadores Humberto Costa (PT-PE), Paulo Bauer (PSDB-SC), Donizetti Nogueira (PT-TO), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Zezé Perella (PDT-MG). Randolfe, Zezé e Romário permaneceram em plenário durante a sessão.

Marco Polo, que já depôs como convidado em dezembro, irá ao Senado como testemunha para esclarecer possíveis irregularidades em contratos feitos para a realização de partidas da seleção brasileira e de campeonatos organizados pela CBF, assim como para a realização da Copa das Confederações-2013 e da Copa do Mundo Fifa-2014. Já Marco Polo Del Nero Filho terá de explicar sobre a abertura de contas no exterior, fato que havia sido negado pelo pai no depoimento de dezembro à CPI.

A convocação de Teixeira havia sido barrada por Romero Jucá (PMDB-RR), relator da comissão, em reunião da CPI em meados de março, sob  a alegação de “falta de embasamento”. A bancada da CBF apoiou o posicionamento de Jucá e derrubou a convocação de Teixeira na ocasião. Gladson Cameli (PP-AC), Hélio José (PMDB-DF), João Alberto (PMDB-MA), Ciro Nogueira (PP-PI), Davi Alcolumbre (DEM-AP) apoiaram a decisão de Romero Jucá em sessão realizada em março.

Porém, nenhum deles compareceu nesta quarta-feira, 6.

Nesta quarta-feira, contudo, o parlamentar de Roraima faltou à sessão e o requerimento para convocar o ex-presidente da CBF foi aprovado sem objeção. Teixeira também falará sobre os contratos feitos durante sua gestão na confederação (1989-2012) e a organização dos dois torneios da Fifa no Brasil, em 2013 e 2014.

Além dos três, o empresário Wagner Abrahão, que tem negócios com a CBF e com Marco Polo, e Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF e prefeito de Boca da Mata, Alagoas, também foram convocados para a CPI. Feijó será inquirido sobre a eventual colaboração da CBF com recursos para sua campanha eleitoral quando candidato a prefeito do município de Boca da Mata, Alagoas, em 2012.


Ciúme de Del Nero com ex-namorada rende 27 mil e-mails à CPI do Futebol
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Daniel Brito

A equipe de investigação da CPI do Futebol no Senado está analisando mais de 27 mil mensagens de e-mail do presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero. Algumas dessas mensagens já vieram a público na sessão da semana passada. Outras devem ser reveladas para ajudar na investigação e nos trabalhos da comissão.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) revelou, por exemplo, um e-mail entre Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF para o Nordeste, e Marco Polo no qual pede que se cumpra um acordo entre a entidade e sua campanha para prefeito de Boca da Mata, Alagoas, em 2012. O cartola afirmou em mensagem que recebera R$ 300 mil e faltavam outros R$ 300 mil a receber, conforme o que havia sido combinado com Ricardo Teixeira, que renunciou à presidência da CBF em março de 2012.

Os e-mails estão em poder da Justiça desde 2012, quando Marco Polo foi alvo da “Operação Durkheim”, da Polícia Federal, que apurava a atuação de um grupo especializado na quebra ilegal de sigilo telefônico, bancário e fiscal.

Marco Polo teve computadores pessoais apreendidos e prestou depoimento à Polícia Federal. Relatou que contratou serviços de detetives para “vigiar” a então namorada, a apresentadora de televisão Carolina Galan, hoje alvo de investigações da CPI do Futebol. Del Nero também esclareceu que o caso não tinha ligação com sua atividade na FPF (Federação Paulista de Futebol), do qual foi presidente de 2003 a 2012, e não foi indiciado.

Esta apuração recolheu o laptop pessoal de Marco Polo e nele estava sua caixa e e-mail com as mais de 27 mil mensagens. Muitas das quais possuem informações novas para a CPI do Futebol.

Por exemplo: embora tenha negado em depoimento no Senado que possuísse conta bancária no exterior, foi encontrado uma troca de e-mail com o filho do cartola pedindo que procurasse determinada agência do banco HSBC nos Estados Unidos e falasse com uma gerente específica para tratar de uma transação financeira para a família Del Nero.

Na semana passada, o Blog do Juca, no UOL Esporte, revelou com exclusividade um email de Marco Polo para Valcke pedindo, entre outras coisas, que o governo não tivesse assento no Comitê Organizador da Copa do Mundo Fifa-2014.

Esses e-mails só se tornaram público graças à tentativa da Bancada da CBF na CPI tentar barrar as investigações. Dos 17 senadores membros da comissão, apenas cinco haviam feito registro no sistema de informação para ter acesso aos trabalhos da apuração da equipe.

Por isso, Randolfe Rodrigues quer convocar novamente Del Nero para depor à CPI e, desta feita já com a acusação de falsidade testemunhal, conforme afirmou na sessão da quarta-feira passada.


COL fez repasses milionários para exterior; CPI cita caixa dois na CBF
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Daniel Brito

A sessão da CPI do Futebol desta terça-feira, 22, revelou detalhes da investigação nas contas da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo-2014. A reunião, que contou com a presença de seis senadores, discutiu o conteúdo de documentos, até então mantidos em sigilo, obtidos com autorização da Justiça de São Paulo.

Um deles tratava do repasse de recursos do COL para contas fora do país.

Em dezembro de 2013, foram transferidos do COL para uma conta a uma agência do Itaú nos Estados Unidos no valor de R$ 23,7 milhões. Em 2014, o COL repassou R$ 51 mil para uma conta nas Ilhas Canárias, um paraíso fiscal no Atlântico. A informação foi dada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), uma das vozes mais ativas contra a CBF no Senado. “Até onde sabíamos, o COL só possuía contas no Brasil, agora descobrimos duas no exterior”, apontou Randolfe. Em todas as quebras de sigilo bancário e fiscal, a CPI jamais havia encontrado registro dessas duas contas fora do país, cujos donos não estão identificados.

Ele também informou que a Fifa repassou ao COL no Brasil mais de R$ 1 bilhão no período de 2012 a 2015. No ano da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, o COL transferiu para Fifa aproximadamente R$ 43 milhões.
“A Fifa teve isenção fiscal no Brasil e há indícios aqui que precisam ser investigados. Isenção fiscal é recurso público, e aqui a gente tem indícios de que recurso público foi utilizado indevidamente pelo esquema CBF-Fifa”, declarou Randolfe.

Suspeita de caixa dois para vice da CBF
Outro documento tornado público na sessão desta terça-feira é uma troca de e-mails de Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF para a Região Nordeste, e atual prefeito da cidade de Boca da Mata, Alagoas. É datado de julho de 2012, e o cartola parabeniza Marco Polo pela eleição na CBF (assumira como vice de José Maria Marin) e pede que a entidade transfira valores para sua campanha na eleição municipal de 2012.

“Quando estive na CBF, ainda sobre (sic) a presidência do Dr. Ricardo [Teixeira], falei com ele sobre a intenção do pleito de 2012, naquela data fiou acordado que a participação da casa seria 30% do valor total do orçamento”, diz Feijó em seu email a Marco Polo. “Até o presente momento, já recebi 300 e outra cota de 50, venho solicitar do amigo uma atenção especial para a liberação dos 250 que falta(sic)”.

O email segue com Feijó passando informações sobre o orçamento da campanha eleitoral e sobre o otimismo em sair-se vitorioso. Ele discrimina os gastos, como R$ 900 mil a vereadores e R$ 100 mil em combustível, outros R$ 72 mil para funcionários.

Marco Polo, que trata Feijó no e-mail como “amigo e irmão”, concorda com o pedido do cartola alagoano e ainda pede para que o diretor financeiro da CBF, Antonio Osório, providencie o pagamento a cada 20 dias em parcelas de R$ 50 mil “para manter o nosso fluxo de caixa”.

À Justiça Eleitoral, Gustavo Dantas Feijó declarou receita total de R$ 130 mil de sua campanha à prefeitura. Nem a CBF e nem a Federação Alagona de Futebol aparecem como doadores da campanha, de acordo com a prestação de contas disponível na página na internet do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Marco Polo e Feijó na CPI
Randolfe defende a convocação de Feijó para explicar as suspeitas de caixa dois na campanha eleitoral financiado pela CBF e também uma nova intimação para Marco Polo Del Nero, para explicar a relação com Feijó assim como os do COL para contas bancárias no exterior.

A próxima sessão será na terça-feira, 29, em reunião secreta, para apreciação de novos documentos sigilosos.

Procurada pelo UOL Esporte para comentar sobre a sessão desta terça-feira, 22, da CPI, Feijó e a assessoria da CBF não foram encontradas.


Coronel Nunes vai à CPI do Futebol escoltado por tropa de choque da CBF
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Daniel Brito

Coronel Antonio Nunes, presidente interino da CBF, confirmou presença na sessão da CPI do Futebol no Senado nesta quarta-feira. Chegará como convocado, e não na condição de convidado, como pretendia. Também não será alvo de condução coercitiva, pedido que derrubado pelo ministro Teori Zavascki, do STF, e como testemunha, não investigado.

Livrou-se do constrangimento de ir ao Senado escoltado pela Polícia Federal.

Seu séquito será formado pelo secretário-geral da CBF, Walter Feldman, e da equipe de “assessoria legislativa” da confederação, que atua na CPI sob o comando de Vandembergue Machado. Ele é o responsável por arregimentar os senadores que defendem os interesses da CBF na comissão parlamentar de inquérito. Feldman veio a Brasília em junho, quando do depoimento de Marco Polo Del Nero à comissão de esporte da Câmara e deixou a sessão, que durou quase cinco horas, cantando vitória.

Feldman e o coronel chegaram na terça-feira, 15, a Brasília e se hospedaram em um hotel na Asa Norte, com vista para o Congresso Nacional. Na primeira vez que Nunes foi ao Senado nesta CPI do Futebol, em outubro, falou por 10 minutos sobre seus feitos à frente da Federação Paraense de Futebol, cargo que ocupa há mais de 20 anos.

Licenciou-se da entidade estadual em janeiro para assumir a presidência interina da CBF no lugar de Marco Polo Del Nero, citado nominalmente nas investigações do FBI que levaram José Maria Marin à prisão. Antes, porém, em dezembro, Nunes foi eleito vice-presidente da confederação. Por ser o vice mais velho, 77 anos, tornou-se o primeiro na linha sucessória na CBF, deixando para trás Delfim Peixoto, presidente da federação catarinense, de 74 anos, e desafeto de Marco Polo.

Por isso, sobre Nunes recai a pecha de figura decorativa na presidência da confederação. Policial militar reformado, recebe um soldo mensal de R$ 14.768,00 da Força Aérea Brasileira (FAB) como anistiado, “vítima de ato de exceção de motivação política”, conforme mostrou reportagem do jornalista Lúcio de Castro na Agência Pública, em janeiro.

O cartola terá de explicar o que foi feito dos repasses do Governo do Estado do Pará à federação que presidiu até assumir a CBF em janeiro. Assim como suas relações com Marco Polo Del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira. Este último pode ser convocado a depor caso requerimento do senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI, seja aprovada na sessão desta quarta-feira.

Por fim, o coronel Antonio Nunes pode explicar porque o Estado do Pará ganhou mais uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, enquanto que Santa Catarina, de Delfim Peixoto e mais bem ranqueada na CBF, ficou de fora deste pacote de bondades anunciado nesta terça-feira, 15, pela confederação.


CPI descobre advogado que emprestou R$ 1,5 milhão a Del Nero e Teixeira
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Daniel Brito

Enquanto a CBF tenta esvaziar as sessões da CPI do Futebol no Senado, as investigações revelam dados importantes sobre como Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero faziam movimentações financeiras com seus parceiros. Um deles é o advogado especialista em direito desportivo Angelo Frederico Gavotti Verospi.

Há um requerimento para ser votado na CPI pedindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Verospi, mas que foi barrado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) minutos antes da votação.

O advogado emprestou R$ 1,5 milhão a Teixeira e Del Nero de 2007 a 2012. Teixeira foi agraciado com R$ 800 mil em 2007, segundo descobriu a equipe de investigadores da CPI no Senado. A este montante, somam-se outros R$ 700 mil de Verospi a Del Nero já em 2012, segundo revelou em dezembro o companheiro Rodrigo Mattos, em seu blog no UOL Esporte.

No dia em que compareceu à CPI, Marco Polo Del Nero deu sua versão. “Está no meu imposto de renda. É um mútuo que eu fiz com Verospi. Eu precisei de um dinheiro emprestado, R$ 600 mil ou R$700 mil, não me lembro exatamente quanto e eu o paguei. Paguei com dinheiro saindo da minha conta-corrente”, afirmou Del Nero em dezembro em depoimento à CPI.

Há uma ligação de Verospi com os negócios de compra e venda de imóveis de Marco Polo com o empresário Wagner Abrahão, que também está sendo investigada pela equipe da CPI.

Conexão Amazonas
Para entender o motivo dessas transações, o senador Romário (PSB-RJ) pediu, ainda em novembro de 2015, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do advogado. O requerimento foi empurrado com a barriga pela ala pró-CBF na CPI até a primeira sessão de 2016, em fevereiro.

Foi quando Omar Aziz manifestou-se publicamente pela retirada deste requerimento da pauta com o seguinte argumento. “Eu queria que fosse retirado da pauta para a gente analisar direito. Eu já tinha até discutido isso com vossas excelências, mas não é nada que não possamos votar na próxima reunião, mas eu queria só que fosse retirado isso, por favor”.

Coincidência ou não, Verospi e Aziz ocuparam cargos públicos no Amazonas. Aziz foi vice-governador do Estado de 2003 a 2010, e governador de 2010 a 2014, além de vice-prefeito de Manaus. Verospi, por sua vez, é ex-superintendente da Secretaria Municipal de Assuntos Federativos de Manaus. Tambem é vice presidenta da liga universitária brasileira de futebol e ex-conselheiro do Palmeiras.

A quebra dos sigilos de Verospi está na pauta da próxima reunião, na quarta-feira, 9.


CPI do Futebol aprova quebra de sigilo de ex-namorada de Del Nero
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Daniel Brito

A CPI do Futebol no Senado aprovou a quebra dos sigilos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, incluído o Relatório de Informações Fiscais (RIF)  da apresentadora e modelo Carolina Galan, ex-namorada de Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da CBF, desde 1 de janeiro de 2013 até hoje.

Mas a CPI retirou da pauta a quebra dos sigilos de Kleber Leite, da sua empresa, a Kefler, e do advogado  ngelo Frederico Gavotti Verospi, além de adiar o requerimento que pede a cópia dos os dois contratos envolvendo o jornalista Mário Rosa, apreendidos na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF),na cidade do Rio de Janeiro (RJ), como parte da Operação Acrônimo.

Desde novembro que o pedido para investigar as atividades telefônicas, fiscais e bancárias de Carol Galan estavam na pauta, mas foi constante adiado pelos senadores. As análises da equipe da CPI encontraram movimentações suspeitas nas contas da modelo. O requerimento só entrou em votação realizada nesta quarta-feira, 17, na primeira sessão do ano.

Carol manteve um relacionamento estável com Marco Polo por quase cinco anos até meados de 2014, enquanto Del Nero era o mandatário da FPF (Federação Paulista de Futebol). Durante este período, foi apresentadora de um programa infantil de auditório em espaço na grade de programação da Rede Vida comprado pela FPF.

Coronel Nunes convidado
A comissão também aprovou o convite ao presidente interino da CBF, Coronel Antônio Nunes, na primeira sessão deste ano, na tarde desta quarta-feira, 17. O cartola terá de explicar como foram gastos os recursos do governo do Estado do Pará para a Federação Paraense de Futebol, da qual Nunes foi presidente. Ele está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual por esse patrocínio.

Dos 13 requerimentos colocados em votação, todos foram aprovados sem ressalvas. Inclusive a quebra dos sigilos de Rogério Caboclo, homem de confiança de Marco Polo, diretor executivo de gestão da CBF, Ariberto Pereira dos Santos, tesoureiro da confederação durante a gestão Ricardo Teixeira (1989-2012), Júlio Cesar Avelleda, ex-secretário-geral da CBF, Antônio Osório Lopes Ribeiro da Costa, ex-diretor financeiro da confederação.

Já o empresário Wagner José Abrahão, envolvido em negociações de imóveis com Marco Polo, terá de abrir seu sigilo telefônico e telemático (mensagens escritas) quebrados desde maio de 2007 a maio de 2015. O sigilo fiscal e bancário do empresário já havia sido quebrado.

Também serão devassadas pela CPI com a abertura do sigilo telefonico e/ou fiscal e bancário Lilian Cristina Martins, Rita de Cássia Rodrigues Moreira, Fernando Jales Oliveira, além das empresas Atena Operadora Turística Ltda e Zayd Empreendimentos 2025 Ltda.

“Nenhum requerimento entrou na pauta porque o presidente desta comissão acha ou pensa alguma coisa de alguém. Tudo que é proposto aqui é baseado nas investigações da nossa equipe aqui do Senado, que encontrou irregularidades envolvendo algum desses. É tudo baseado em dados e análises feitas com as quebras de sigilos desta CPI”, explicou Romário (PSB-RJ), presidente da CPI do Futebol no Senado.


Jucá quer “convidar” Del Nero para CPI e entra em colisão com Romário
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O senador Romero Jucá (PMDB-RR) ignorou as investigações do FBI e da Justiça dos Estados Unidos e apresentou requerimento para que Marco Polo Del Nero seja “convidado” a comparecer na CPI do Futebol do Senado brasileiro.

“Que seja convidado a comparecer a esta comissão parlamentar de inquérito (CPI), no dia 15 de dezembro de 2015, o Sr. Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para contribuir com informações e sugestões relativas ao aprimoramento do arcabouço normativo aplicável à prática do futebol no Brasil”, justificou Jucá em seu requerimento, publicado hoje na página da comissão na internet.

Este pedido coloca Jucá, que é relator da CPI, em confronto direto com Romário (PSB-RJ), presidente da comissão. Ainda em agosto, em uma das primeiras sessões, o ex-jogador apresentou requerimento para convocar Marco Polo a depor. Nenhum dos dois pedidos foi colocado em votação na CPI.

Marco Polo Del Nero já havia sido convidado e sua presença era aguardada para a sessão desta terça-feira. Mas foi adiada porque o presidente licenciado da CBF não respondeu aos chamados da equipe do Senado.

A diferença entre convocação e convite é que o convidado pode recusar-se a comparecer. Caso vá a uma sessão da CPI, pode deixar de assinar o termo de compromisso de falar apenas a verdade em seu depoimento. Foi o que fizeram os presidentes de federações em recente audiência pública desta mesma CPI. Os convocados são obrigados a marcar presença na sessão.

Del Nero tentou barrar sua ida ao Senado antes mesmo de o requerimento convocando-o fosse apreciado. Ele entrou com um habeas corpus preventivo no STF, em que pedia para não ser obrigado a comparecer e, se o fizesse, não precisasse assinar o termo para dizer a verdade em depoimento e nem tampouco pudesse ser preso por desacato ou por não responder. O ministro Gilmar Mendes negou o pedido do cartola.

A sessão da CPI em que os requerimentos de Jucá e Romário entrarão em pauta está agendada para esta quarta-feira, 9, às 14h30.


CPI do Futebol aprova quebra do sigilo telefônico de Marco Polo Del Nero
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Daniel Brito

A quebra dos sigilos telefônicos e de mensagens eletrônicas (telemático) do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e do ex-presidente da confederação José Maria Marin, foi aprovada pela CPI do Futebol no Senado. Em sessão relâmpago na tarde desta terça-feira, dia 1º, os requerimentos foram aprovados por unanimidade.

A sessão também aprovou a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, desde 1º de janeiro de 2007 até 12 de março de 2012, dia em que passou o cargo para Marin.

Os sigilos bancários e fiscais do Comitê Organizador da Copa do Mundo Fifa-2014 também serão quebrados. Um dos requerimentos exige que o COL-2014 apresente os demonstrativos de resultados e lucros da Copa do Mundo.

Compareceram à sessão o presidente da CPI, Romário (PSB-RJ), o relator Romero Jucá (PMDB-RR), Ciro Nogueira (PP-PI), Wellington Fagundes (PSB-MT), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Paulo Bauer (PSDB-SC), Zezé Perrella (PDT-MG).

A sessão teve duração inferior a dez minutos e a votação dos requerimentos foi nominal. Ficaram de fora da pauta a quebra do sigilo telefônico de Carolina Galan, ex-namorada de Del Nero, assim como a quebra dos sigilos fiscais e bancários de Kleber Leite e da empresa da qual é dono, a Klefer.

Havia 20 dias a CPI não realizava uma reunião, em decorrência Dos 23 requerimentos, a maioria relativos à quebra de sigilos, de autoria de Romário e Randolfe, quase 80% foram deixados de fora na pauta desta terça-feira, dia 1º. A expectativa é de que a CPI só volte a se reunir após o carnaval.